Artigo 0032/2001 - Compuvision Ltda.
É muito comum nos dias de hoje ouvirmos a expressão "a informação
é o ouro do novo milênio". As empresas de mídia movimentam diariamente
milhares de informações. No caso específico das emissoras de TV, cabe
aos centros de documentação a difícil tarefa de organizar e manter
pelo menos uma parte desses dados. Se todos tivessem consciência de
quanto podem valer determinadas informações, provavelmente haveria
maiores investimentos neste setor.
Só para termos uma idéia, a BBC de Londres vem, ao longo do tempo,
organizando um acervo de dados e imagens tão complexo que exigiu a
criação de uma nova instituição só para cuidar de questões como empréstimos,
direitos autorais e comercialização. Recentemente, uma renomada revista
norte-americana divulgou que este acervo está avaliado em algumas
centenas de milhares de dólares e vem movimentando, a cada ano, quantias
igualmente significativas. Aliás, por falar em comércio, a BBC costuma
comprar imagens interessantes de diferentes fontes de toda parte do
mundo, inclusive do Brasil.
Para que seja possível organizar e crescer no mundo das informações
é imprescindível o suporte técnico de quem entende do assunto : Bibliotecários,
jornalistas, editores de imagem e pessoal de informática. Tarefas
aparentemente simples, como organizar um arquivo de fitas de vídeo
com imagens de jornais locais, ou recortes de colunas de diferentes
jornais escritos, ou, ainda, livros, periódicos, revistas etc. podem
ser consideradas, do ponto de vista administrativo, de grande utilidade
organizacional, proporcionando agilidade em pesquisas para a montagem
de matérias, por exemplo. Ou podem ser vistas através de uma ótica
mais empreendedora, como um patrimônio tão valioso quanto complexo
e bem-estruturado.
Para montar um centro de documentação que se encaixe no contexto de
que estamos falando é necessário aderir a um modelo que conjugue os
seguintes fatores:
Um bom exemplo disso é a formação de um banco de dados de colunas
de jornais e revistas pelo Centro de Documentação da Rede Globo do
Rio de Janeiro (Cedoc-RJ). Alguns anos atrás, funcionários do Cedoc-RJ
selecionavam colunas de vários jornais, que eram de interesse daquela
instituição, recortando-as e arquivando em pastas classificadas em
infinitos arquivos. Hoje, graças a um modelo parecido com o que citamos,
as colunas selecionadas e outras predefinidas são coletadas eletronicamente,
através de programas (software) específicos e postas à disposição
de toda a empresa através da intranet, facilitando consideravelmente
as pesquisas realizadas por setores como os de jornalismo, jurídico
e de engenharia. Imagens arquivadas em fitas também são pesquisadas
na rede local, proporcionando agilidade em processos de montagem de
matérias e chamadas.
Além disso, essas fontes de pesquisa são um apoio para tomadas de
decisão administrativas. Todos os setores beneficiados por este modelo
são considerados "clientes", ou seja, o que difere o público interno
atendido de um possível cliente externo , que poderia até pagar para
obter determinadas informações, é tão-somente a forma de relacionamento,
pois a infra-estrutura já está implantada.
Se pensarmos um pouquinho mais, podemos descobrir tantas coisas que
podem ser feitas com estas informações... Existem várias leis formuladas
para a área de informações, mas a que mais me chama a atenção, talvez
pela similaridade com uma lei básica do mercado financeiro ("dinheiro
produz mais dinheiro"), é a que diz que "toda informação é valiosa".
Logo, se informação é dinheiro, chegamos à mais nova máxima:"informação
produz mais dinheiro". Márcio Sorvi dos Santos - Compuvision Informática
Ltda.
Artigo 0033/2001 - Compuvision Ltda.
Na chamada Sociedade Pós-Industrial a informação deixou de ser um recurso simples e passou a ser considerada recurso-chave, capital precioso para pesquisadores e organizações na tomada de decisões. Atualmente, o seu valor está centrado não só no seu uso mas também na sua disseminação e recuperação. Logo, para a informação ter seu real valor ela deve ser gerenciada para otimizar os serviços.
O Centro de Documentação de um emissora de televisão precisa antes de tudo ser dinâmico e versátil como a empresa a que pertence. Para isso, faz-se necessário que todo o sistema através do qual o acervo é organizado também o seja." Sendo assim, a agilidade e eficiência na recuperação da informação são imprescindíveis para o desenvolvimento do próprio setor na empresa.
O CEDOC ( Centro de Documentação ) deve estar vinculado ou interligado
com o Departamento de Jornalismo, que é o responsável pela produção
e utilização do material arquivado. Cabe ao CEDOC a responsabilidade
de selecionar, avaliar, controlar, armazenar, recuperar e disseminar
o material produzido pelo Jornalismo e por outros departamentos da
emissora.
A sua organização merece um cuidado especial pois trata-se da preservação
da memória da televisão e do produto final do trabalho que a mesma
realiza. Esta implantação torna-se indispensável não só para as Afiliadas
mas para a TV GLOBO, uma vez que a afiliada faz parte de um grupo
que compartilha o seu produto em potencial: a informação, esta considerada
atualmente, como sinônimo de produção e desenvolvimento.
(Márcio Sorvi dos Santos)
A organização do CEDOC de uma emissora deverá ser desenvolvida em três etapas:
A primeira diz respeito à estrutura física que abrange desde a adequação
de um ambiente propício para a conservação e preservação das
fitas evitando contato com poeira e demais agentes físicos que prejudicam
a qualidade das imagens e a durabilidade das mesmas; a instalação
de equipamentos para controle da temperatura e umidade e para o processamento
das atividades técnicas até a seleção de móveis para guardar o acervo,
visando aumentar a vida útil das fitas.
A segunda etapa refere-se à avaliação do conteúdo das fitas que já
foram armazenadas, avaliando não só o tipo de informação que estas
contêm mas também o seu estado de conservação, evitando guardar material
sem valor de arquivo e fitas sem condições de uso.
A terceira etapa consiste na escolha do sistema a ser implantado.
Este é o processo decisivo na implantação de um Centro de Documentação
e na montagem do seu acervo. O sistema pode ser manual ou automático.
No entanto, considerando a dificuldade de recuperar a informação em
tempo hábil e disseminá-la de forma eficaz através de sistemas manuais,
hoje é impossível pensar em um centro de documentação que não seja
automatizado. Porém todas as possibilidades têm que ser consideradas
e avaliadas.
Enfim, a organização de um CEDOC é um trabalho interdisciplinar no
qual deve estar inserido um profissional da área de Biblioteconomia
(documentação) que tenha conhecimento do acervo de televisão, procurando
seguir um padrão utilizado em alguma afiliada ou de preferência o
mesmo padronizado pela TV GLOBO. Esta padronização facilitará a integração
futura dos CEDOC's das afiliadas com a TV GLOBO, agilizando assim,
tanto a transferência de tecnologia quanto a oferta de material à
Rede, que é um dos objetivos da Afiliada.
Hoje algumas afiliadas já estão com seu Cedoc organizado, seguindo
o padrão da Tv Globo, como exemplo podemos citar a TV Bahia, TV Juiz
de Fora, TV Bauru, e outras.
Márcio Sorvi dos Santos e Rodney Gatts - Compuvision
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